Wednesday, May 22, 2002

Por problemas técnicos, problemas no weblogger e saudades, resolvi escrever um post hoje aqui no Flor de lis. Mas só esse, hein? Depois eu volto para o Pianíssimo...
Vejamos... Faltam mais 2 dias para ter mais uma vela em meu bolo: 14 dessa vez. Ufa! Até que enfim não mais serei escrava dessa censura massacrante dos cinemas, shows... Bom, pelo menos por enquanto. É extremamente irritante ter que entrar nesses lugares mentindo ou pior, não entrar. 14 anos. Agora poderei mostrar minha idade com o maior orgulho! Tá, pode parecer que eu estou exagerando, mas eu sou a pirralinha dos meus amigos!! hehe... E os presentes! A família reunida! Os amigos! O parabéns! Mas e o "com-quem-será?" Xii, é a pior parte. Dá uma vontade de fugir ou se esconder debaixo da mesa, mas acho que não tenho mais idade para isso. 14 anos. Pode parecer pouco ou natural para você, mas... Caramba, eu cresci! Lembro quando a minha irmã festejava essa idade e eu achava que nunca chegaria lá, mas tão aí, minhas 14 velhinhas.
Ai ai, que feliz! Parebéns para mim!!

Beijos, Lila

Wednesday, May 15, 2002

É, gente... Resolvi mudar de uma vez para o Pianíssimo, só mesmo pelo fato de que lá é possível deixar comentários, tem contador de visitas... E já que eu não entendo nada de HTML, minha amiga Winnie que sabe mexer com isso, fez um layout novo e bem legal para o Pianíssimo! (Valeu, Winnie!!) Então é isso. Depois deem uma visitada lá e deixem seus comentários, por favor!!!
Obrigada!
Beijos, Li

Saturday, May 11, 2002

Parabéns à todas as mães do mundo!!!
Feliz Dia das mães!

Tem uma frase que desde pequena eu dizia: "Eu não irei mudar o meu jeito de ser para agradar a ninguém." E acho ridículo quem o faz. Se as pessoas gostam de você, é porque você tem algo de especial, alguma característica que agrada a outra pessoa. Isso se chama personalidade. Se as pessoas mudam seu jeito de ser, de pensar, para agradar a alguém, elas perdem totalmente a sua personalidade e identidade.
É claro que nós estamos em plena transformação, estamos sempre aprendendo e reformulando idéias, até porque, se a gente não mudasse nunca, os velhos estariam brincando de boneca e a engatinhando pelos assoalhos.
E o problema da moda é que ela influencia demais na cabeça de muita gente, resultando em uma multidão de superficiais e sem personalidade.
Por mais radical - ou bobo - que isso pareça, acredite: Eu nunca comprei UMA sequer roupa na Cantão, nem UMA Atrevida, Capricho (...) E por mais idiota que isso pareça ser, eu tenho orgulho!

OBS: Assinem o meu livro de visitas na parte de cima, por favor!! Adorarei ler comentários!

Beijos, Li

Friday, May 10, 2002

Hoje aconteceu uma coisa que me deixou muito chateada: Estávamos na aula de teatro lendo o texto que interpretaremos no fim do ano. No final, o professor falou que aluno seria cada personagem. Imaginem... Fiquei com o menor personagem da peça, quase que um figurante. Eu fiquei tão puta, porque eu já fiz 5 anos de teatro e por mais que não interprete muito bem, não sou um completo lixo. Nunca tive um personagem decente!! Fiquei super chateada, porque adoro teatro, mas pelo visto não levo o menor jeito para a coisa e nunca tinha percebido isso. Depois de ouvir meus amigos lá, pegando uns papéis enormes e eu com aquelas falas miseráveis... Por pior que eu seja, pelo menos deveria ser uma divisão um pouco mais democrática, para eu poder ter um papel mais feliz do que esse. Sei lá... Eu sou meio completamente sensível e passei a outra aula com os olhos cheios d'água. Fazer o que? Tenho que cair na real e tentar melhorar isso, mas na hora eu fiquei tão desiludida que não consegui fazer diferente.

Beijos, Lila

Tuesday, May 07, 2002

A sociedade impõe demais.
Ignoram as pequenas - ou as maiores - coisas da vida, como o sorriso, a pureza de criança.
Impõe seus pensamentos extremamente quadrados e limitados. Já possuem uma reta delimitada para todos os seres humanos. A vida acaba se tornando uma rotina chata. E as cores? E as borboletas? A felicidade? São jogadas no baú da ingenuidade, da inocência. Entram na multidão dos normais, dos iguais; viram a mesma coisa. Não inovam mais, não criam, não riem com todo coração: Não olham nos olhos, e quando olham, não veem nada senão uma redonda pupila. Não mas enxergam a poesia, o profundo.
Os adultos preferem tirar as virtudes da criança: A ingenuidade, criatividade, pureza. E trocá-las por tempo, dinheiro, stress.

E se felicidade for o mesmo que loucura, então sejamos loucos!!

Mas não se perca nos vícios da hipócrita sociedade!! (Rousseau)

Beijocas, Lica

Monday, May 06, 2002

O ser humano é composto por duas partes: seu lado racional e o lado do instinto.
É raro ver um equilíbrio entre ambas as partes. As pessoas que possuem seu lado racional mais forte, tendem a ficar muito certinhas, programadas como robôs. Já as que tem o lado do instinto mais aguçado, fazem o que der e vier, sem medir quaisquer consequências.

O desequilíbrio desses lados pode causar muitos problemas, já que na vida tudo fica marcado, carimbado. E por mais que a sua memória não lembre do machucado que outra pessoa te causou ou vice-versa, seu subconsiente guarda tudo. E se você for não expressar seus sentimentos, deixando essa pedrinha torna-se, aos poucos, uma gigante bola de neve, vai ser horrível para você, pode ter certeza.
Já que quem não se expressa, não é ouvido.

Do que passou, nada irei esquecer. Pois mesmo que já tenha acontecido, as coisas ficam marcadas, guardadas para sempre.

Beijos, Li

Thursday, May 02, 2002

É engraçado como a gente muda de um dia para o outro. Como a cabeça, os sonhos, os objetivos, ficam tão diferentes em pouco tempo...
Os adultos param de correr, de brincar, de gargalhar. E especialmente: eles param de sonhar. O sonho de criança, antes tão colorido, vira um miserável dinheiro. As fantasias são deixadas de lado, como se criar fosse algo plenamente dispensável, nessa vida tão corrida, onde o homem não tem tempo nem de ver que tempo é. Vira egoísta. Esquece dos outros homens, que embora que não tenham seu mesmo poder aquisitivo, são iguais a ele. Os tons de azul não mais são fascinates. Nem mesmo o céu, que antes parecia tão imenso. A diferença entre a terra e o céu é pouca, ou talvez nem exista. Amor, então? Coisa de criança! Sua meta não mais é voar... O que ele quer agora é proteger sua família contra os erros do mundo, tapando o sol com a peneira, impondo-lhes limites mais fortes que a liberdade. E, aos poucos, esse jovem seguirá como gado os pensamentos em preto e branco, que seu pai lhe ensinou.

Beijos, Lica